Recorde:Emprego com carteira assinada é o maior em seis anos, aponta IBGE

O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado manteve-se estável em relação a fevereiro e cresceu 8,7% (mais 749 mil postos de trabalho com carteira assinada) em relação a março de 2007, mostra pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O contingente de desocupados (2,0 milhões) manteve-se estável frente a fevereiro, mas reduziu-se em 14,1% (menos 328 mil pessoas) em relação a março de 2007.

O porcentual de trabalhadores com carteira assinada no total de ocupados nas seis regiões do Brasil, no entanto, chegou a 43,9% em março de 2008, segundo o gerente da pesquisa mensal de emprego do IBGE, Cimar Azeredo. A taxa é superior à registrada em março do ano passado, quando ficou em 41,8%, e ainda maior que a do início da série, em março de 2002, de 40,8%.

Segundo Azeredo, somando também os militares e os funcionários públicos ao contingente de trabalhadores com carteira, ou seja, reunindo todos os trabalhadores considerados formais entre os ocupados nas seis regiões, o porcentual chegou a 51,6% em março de 2008, o maior porcentual da série histórica. "Em termos de trabalho registrado, formal, é o maior porcentual até hoje", disse. Em março de 2002, esse porcentual era de 48,1%.

De acordo com Azeredo, a formalidade maior no mercado de trabalho responde a um processo gradativo de recuperação. "É uma evolução, uma recuperação sustentada do mercado de trabalho, que vem ocorrendo gradativamente. Ainda que o Brasil tenha taxas de desemprego ainda elevadas, há um processo de recuperação que vem se sustentando desde 2005, com uma mudança na estrutura do mercado, resultando da queda no número de desocupados, aumento da ocupação, maior fiscalização", disse.

Os homens representavam, em março de 2008, 55,9% da população ocupada, enquanto as mulheres, 44,1%. A população de 25 a 49 anos representava 63,3% do total de ocupados. O percentual de pessoas ocupadas com 11 anos ou mais de estudo era de 55,3%.

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