Esquerda ocupa Congresso mexicano contra privatização do petróleo

Um protesto organizado por parlamentares de esquerda contra reformas no setor energético obrigou o Congresso mexicano a se relocar pela primeira vez em quase 20 anos.
Congressistas do Partido da Revolução Democrática e outros dois partidos de esquerda estão "acampados" desde quinta-feira passada nas tribunas das duas câmaras do Congresso.
Eles protestam contra planos para permitir o envolvimento da iniciativa privada na gigante estatal de energia Pemex.
Por isso, na terça-feira, os outros parlamentares tiveram de se espremer em salas de conferência para realizar reuniões.
Os integrantes do Partido da Ação Nacional, do presidente Felipe Calderon, e do Partido Revolucionário Institucional propuseram realizar um debate de 50 dias sobre os planos, mas os manifestantes querem que o debate dure 120 dias.
O Congresso passou por situação semelhante poucas vezes na história do país - a última foi em 1989 quando a câmara baixa teve de ser esvaziada por causa de um incêndio.
Reações
O governo diz que a Pemex precisa do investimento privado para aumentar a produção, mas a oposição diz que a medida pode prejudicar a soberania nacional.
"Nós temos de deixar claro que, para a Pemex, essa reforma é uma questão de sobrevivência", disse o diretor da empresa, Jesus Reyes Heroles.
Os opositores acreditam que empresas estrangeiras passarão a ter participação nos lucros que o país tem com o petróleo, mas o governo insiste que as empresas só receberão pagamentos de incentivo.
A Constituição mexicana estabelece que a indústria petroleira é controlada pelo Estado. Planos de permitir maior envolvimento da iniciativa privada têm provocado reações fortes entre alguns grupos.

Protestos
A resistência, até então pacifica, dos movimentos sociais contra a reforma constitucional que permitirá a privatização da Pemex, ganha força com as brigadas em defesa do petróleo.

Com informações do site da Revista Fórum.

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