Boas festas

2007 está em seus últimos instantes e este blog entrará em rítimo de férias, recebendo atualizações esporádicas.
Espero que todas e todos os nossos amigos/as leitores do blog tenham boas e alegres festas na passagem de ano. 2008 tem tudo para ser um ano daqueles para entrar para a história. Deverá ser um ano bastante agitado, principalmente na política, onde muitas mudanças e duras disputas se avizinham.
Mas também tem tudo para ser um ano que superemos alguns problemas e possamos dar passos adiante. Mas enfim, veremos.

Inclusão de parceiros gays na Previdência é aprovada na Câmara

A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara aprovou nesta quarta-feira (19) a inclusão como dependente, para fins previdenciários, do companheiro ou companheira homossexual dos segurados do Instituto Nacional de Seguridade Social e dos servidores públicos civis da União que mantenham relação estável, conforme previsto no Projeto de Lei 6297/05, do deputado Maurício Rands (PT-PE).


A proposta altera a Lei de Benefícios da Previdência Social (Lei 8.213/91) e o Regime Jurídico Único dos Servidores Civis (Lei 8.112/90). A aprovação foi polêmica e contou com o voto contrário do próprio presidente da comissão, deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP).


O projeto ainda será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Humor


Autor: Moa
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O engodo das teorias raciais

Reproduzo abaixo um bom artigo do Jornalista Luis Nassif sobre o tema das pretensas pesquisas científicas que tentam relacionar inteligência com a questão racial. No fundo, todas estas pesquisas vêm apenas tentar legitimar um discurso racista por meio da pretensa imparcialidade da ciência (há quem crê nisso...).

Depois que a análise do DNA de James Watson – o prêmio Nobel que declarou que os negros eram menos inteligentes – identificou um percentual grande de genes negros, o preconceito científico sofreu um baque. Hoje, na “Folha”, o artigo “O cérebro não tem cor”, de Richard Nisbett, professor de psicologia da Universidade de Michigan (publicado originalmente no “The New York Times”) traz um histórico relevante sobre essa discussão.

* A primeira discussão pública notável dessa questão científica surgiu em um artigo publicado em 1969 por Arthur Jenson, psicólogo da Universidade da Califórnia em Berkeley. Ele sustentava que a diferença de 15 pontos nos resultados de testes de QI dos brancos e negros se devia a uma diferença genética incontornável entre as duas raças. (...) Na verdade, as provas favorecem fortemente a hipótese de que as diferenças de QI entre as raças têm origem ambiental e não genética.

* O argumento hereditarista parte da alegação de que entre 60% e 80% da variação no QI é determinada geneticamente. No entanto, a maioria dos estudos de características herdadas se baseia em pessoas de classe média. No caso dos pobres -grupo que inclui larga proporção de minorias étnicas-, um estudo recente de Eric Turkheimer, da Universidade da Virgínia, apontou que a influência hereditária é baixa, entre 10% e 20%.

* Quase todos os indícios que sugerem uma base genética para o diferencial de QI são indiretos. Temos, por exemplo, uma correlação entre tamanho do cérebro e QI, e os negros têm cérebros menores que os brancos; no entanto, homens e mulheres, duas categorias que também possuem essa diferença, obtêm resultados semelhantes em testes de QI.

* Cerca de 25% dos genes da população negra norte-americana são europeus, o que significa que os genes de qualquer indivíduo podem variar de 100% africanos a majoritariamente europeus. (...) Mas a cor da pele e os traços "negróides" do rosto -ambos indicadores da proporção de presença européia nos antepassados de um negro- apresentam correlação baixa com os resultados de QI (ainda que fosse possível esperar uma correlação moderadamente elevada devido às vantagens sociais que esses traços físicos conferem).

• Durante a Segunda Guerra Mundial, soldados norte-americanos, tanto negros quanto brancos, tiveram filhos com mulheres alemãs. Assim, algumas dessas crianças tinham herança 100% européia e outras tinham considerável presença de genes africanos. Testados mais tarde em suas infâncias, os filhos alemães de pais norte-americanos brancos apresentavam QI médio de 97, e os de pais negros, de 96,5, uma diferença irrelevante.

• O que defensores do hereditarismo dispõem de mais próximo a uma prova direta é um estudo dos anos 1970, segundo o qual crianças negras adotadas por pais brancos tinham QI mais baixo do que crianças de etnia mista adotadas por pais brancos. Mas, como reconheceram os pesquisadores, o estudo apresentava muitas falhas; por exemplo, as crianças negras haviam sido adotadas em idade substancialmente mais alta do que as crianças mestiças, e uma adoção em idade mais tardia apresenta correlação com QI mais baixo.

• Um estudo mais cuidadoso de adoções -que os hereditários preferem ignorar- foi conduzido pela psicóloga Elsie Moore, na Universidade Estadual do Arizona, e envolvia crianças negras e mestiças adotadas por famílias de classe média, negras ou brancas. O estudo não constatou diferença de QI entre as crianças negras e as mestiças. O mais revelador foi a constatação de Moore de que as crianças adotadas por famílias brancas tinham QI 13 pontos mais alto do que o das adotadas por famílias negras. Ou seja, o ambiente em que até mesmo crianças negras de classe média são criadas tende a favorecer menos o desenvolvimento de QI do que o ambiente da classe média branca.

Céu - Malemolência

A cantora e compositora Céu canta "Malemolência", no programa Ensaio (TV Cultura).

Preservativos na escola

O Governo federal premiou, no dia 30 de novembro, após a realização de concurso nos Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefet's), a máquina "dispensadora" de camisinhas escolhida para ser implantada em escolas públicas do país. O projeto vencedor camisinha foi desenvolvido no Cefet de Santa Catarina. Inicialmente, as máquinas serão colocadas somente nos colégios que fazem parte do projeto Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE), presente em cerca de 1,5 mil escolas de 400 municípios brasileiros.
Pode ser uma boa medida para superar alguns dos tabus que ainda persistem em nossa sociedade quanto ao tema da sexualidade nas escolas. Uma medida que deveria ter uma abrangência muito maior, mas enfim, pelo menos já é um começo.

Votação da CPMF: A noite dos longos punhais

Foi votada, após longas semanas de polêmicas, a CPMF e a proposta do governo foi derrotada. Flávio Aguiar, da Carta Maior, nos traz uma boa análise do ocorrido, ao qual, reproduzo alguns trechos. Recomendo a leitura integral, que pode ser acessada aqui.

"Foi uma noite de punhaladas. O debate sobre a CPMF começou ao fim da tarde do dia 12 e terminou na madrugada do dia 13 – dia simbólico, foi o da assinatura do Ato-5, que criou a ditadura dentro da ditadura.

Houve punhaladas grosseiras, houve outras sutis, houve algumas muito, muito sutis. Houve também perplexidades. O senador Mão Santa, por exemplo, na tribuna, não conseguiu dizer coisa com coisa.

Ao longo de todo o debate, coadjuvado pelas cartas, os senadores oposicionistas, mais os da base aliada que se insurgiram contra o governo, coadjuvados pelo do PSOL, não conseguiram criar uma retórica convincente, e acabaram ficando com a tintura, senão a pecha, de estarem apunhalando o Sistema Único de Saúde e o povão, em favor das empresas e dos mais ricos. A CPMF é dos poucos impostos no Brasil que não é regressivo, porque de fato progressivo nenhum é. Quem movimenta mais paga mais, ainda que a alíquota seja a mesma para todos, exceto os isentos. Não é à toa que as pessoas jurídicas – sobretudo as grandes empresas – fossem responsáveis por 72% dos 40 bilhòes anuais.

Quem saiu ganhando ou perdendo, nessa noite de punhaladas abruptas ou prolongadas?O povão saiu perdendo, apunhalado pelos opositores do imposto. Junto com ele o SUS, o governo, que terá de recompor as verbas para a saúde e outros programas sociais. Saiu perdendo a Constituição brasileira e o próprio Senado federal, pois no afã de derrotar o governo os senadores anti-CPMF apunhalaram sua função institucional precípua, que é a de defender os estados que representam, mais os seus municípios. Saíram ganhando as grandes empresas que, através da FIESP, se mobilizaram contra o imposto que lhes retira do aprisco quase 30 bilhões anuais, fora os gastos adicionais para pagarem a peso de ouro caríssimos tributaristas que lhes mostrem o caminho das pedras para driblar este e outros impostos.

Saiu ganhando o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, cujos cordéis desde os bastidores sempre dirigiram os gestos e as falas do senador Artur Virgílio. O ex-presidente voltou a colocar-se como uma espécie de fiel da balança do seu partido, em detrimento de Serra, de Aécio, do próprio Alckmin e de Sérgio Guerra, que viu seu poder interno abalado. Este tinha a seu favor a maioria dos senadores do PSDB, pressionados pelos governadores. Apesar disso, em nome da unidade do partido, teve de ceder diante da dureza de Virgílio e Dias, que preferiram apunhalar de leve o próprio partido, acaudilhando-o aos Democratas.Já estes desferiram uma série de punhaladas, a torto e a direito, ainda que algumas delas possam voltar-se contra eles próprios. A primeira punhalada, além da derrota em plenário imposta ao governo, foi dada nos programas sociais deste.

Os ex-tudo na política conservadora brasileira, agora auto-proclamados “Democratas”, sabem que essas políticas sociais roubaram-lhes seus grandes apriscos eleitorais, que estavam sobretudo no Nordeste, visto como a fonte do “atraso” nacional. Os Democratas precisam esfarelar essas políticas sociais, reduzir novamente seu eleitorado potencial, antes que se autonomize demais e de vez, ao miserê das políticas de favor dos potentados e potentadozinhos paroquiais. Mas isso é uma tarefa de longo prazo, e duvidosa, porque passa pelas eleições municipais de 2008 e ninguém sabe se essas tentativas darão certo, num país cuja economia cresce a olhos vistos, ainda que devagar, o poder aquisitivo da população mais pobre cresce junto, os empresários investem mais, a popularidade do presidente continua nos píncaros, enfim, tudo isso de que a nossa direita não gosta nem de ouvir falar.

Uma última punhalada, no momento ainda virtual. Um dos possíveis roteiros das oposições seria o de transferir a pecha de “criador da CPMF”, do governo tucano de FHC para o de Lula. Isto se concretizará, numa punhalada sutil, se o atual governo reapresentar a proposta de emenda constitucional que criou o imposto, tal qual fez FHC. Mas ainda não se sabe o que fará o governo. O ministro de Relações Institucionais disse que o governo não faria isso. Se não fizer, e se conseguir dar a volta por cima ou por baixo, ou pelo lado, na manutenção dos programas sociais, o governo estará não só devolvendo a punhalada, como também puxando o tapete com que as oposições pretendem voar em direção a 2008 e 2010, mesmo que tenham que distribuir cotoveladas e punhaladas uns nos outros, como está fazendo o DEM com o PSDB."

Bolívia: Assembléia aprova nova Constituição de Evo Morales

A Assembléia Constituinte da Bolívia aprovou neste domingo (9), 410 dos 411 artigos da nova Constituição do país. ''Estamos chegando a um final feliz, conseguimos aprovar a nova Constituição que o povo boliviano pede'', disse o chefe da bancada do MAS (Movimento ao Socialismo), Román Loayza, após as 13 horas de votação que ocorreram num auditório universitário da cidade de Oruro, terra natal do presidente da Bolívia, Evo Morales, a 230 quilômetros ao sul de La Paz.

A minuta do texto constitucional foi votada artigo por artigo e aprovada por dois terços dos 164 legisladores presentes - dos 255 escolhidos em 2006 para integrar a Assembléia Constituinte.

A maioria dos legisladores presentes era do MAS, o partido da base do governo de Evo, na sessão aberta na noite de sábado e que durou 13 horas, se prolongando até a manhã do domingo.

A sessão teve a presença de representantes de 10 dos 16 partidos e agrupamentos que integram a Assembléia, destacando-se entre os opositores os membros da Unidade Nacional, de centro, liderada pelo magnata do cimento Samuel Doria Medina.

A aliança de direita "Podemos", do ex-presidente Jorge Quiroga, e o Movimento Nacionalista Revolucionário, de centro-direita, do ex-presidente Gonzalo Sanchez de Lozada, não participaram da sessão.

O regulamento prevê que seriam necessários 170 dos 255 votos dos constituintes para a aprovação do texto final. Com a presença de 164 constituintes, faltariam seis para este quorum exigido. Mas representantes do MAS (Movimento ao Socialismo) afirmaram à Red Erbol, de La Paz, que só deixariam o local após a conclusão desta aprovação da nova Carta Magna.

Aprovado o texto na Assembléia, ele ainda terá que ser ratificado em referendo, podendo entrar em vigência plena apenas no segundo semestre de 2008, segundo fontes da Assembléia.

Carlos Romero, do MAS, afirmou à AFP que a última etapa, que consiste em uma fase de revisão e concordância dos artigos constitucionais, estará a cargo de uma comissão interpartidária.

Homens jovens são principais vítimas da violência nos centros urbanos

Os homens são a grande maioria das vítimas da violência nos centros urbanos (83%). Os que estão na faixa etária entre 15 e 29 anos representam 41% de todas as mortes violentas, principalmente resultantes de acidentes de trânsito e homicídios. Em 2006, os óbitos violentos somaram 103.062 no país.
Os números fazem parte das Estatísticas do Registro Civil, divulgadas nesta quinta-feira (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referentes ao ano passado.Em números absolutos, o estado de São Paulo lidera, com 21.582 óbitos de homens e 4.906 de mulheres, em uma proporção de 4,3 vítimas masculinas para cada uma feminina. No Rio de Janeiro, foram registrados no ano passado 9.126 mortes de homens para 1.344 de mulheres, o que dá 6,7 óbitos masculinos para cada um feminino.

De acordo com o gerente de Estatística Vital do IBGE, Claudio Dutra Crespo, as mortes nas grandes cidades estão ligadas diretamente à violência urbana. “O jovem é uma população-alvo específica da insegurança, dos homicídios e acidentes de trânsito”.

Na faixa de 15 a 24 anos, segundo o IBGE, o Rio de Janeiro lidera o ranking das mortes masculinas, com 216 óbitos para cada 100 mil habitantes, número ligeiramente melhor que em 2005, que foi de 229 jovens mortos para cada 100 mil pessoas.

Em seguida, vem o Espírito Santo, mantendo o mesmo índice nos dois últimos anos: 203,8. Na terceira posição está Pernambuco, com 203,6 no ano passado, contra 189,5 em 2005.

No histórico dos últimos 16 anos, verifica-se no país um aumento de 7,3 pontos percentuais nos óbitos violentos dessa faixa etária, que era de 60,6% em 1990 e pulou para 67,9% em 2006. O maior aumento foi registrado na região Sudeste, onde o percentual de mortes para jovens de 15 a 24 anos era de 64,1% em 1990 e bateu em 75,9% no ano passado: um salto de 11,8 pontos percentuais.

Humor


Autor: Kayser

Globo tenta dar rasteira no Brasileirão 2008

Humberto Alencar

Em um artigo publicado na quarta-feira (5) no site da revista Placar, da Editora Abril, sobre a possível renegociação de direitos de imagem entre Globo e Corinthians, motivada pela queda do time paulista para a segunda divisão do campeonato em 2007, o diretor da TV Globo Marcelo Campos Pinto, afirma erradamente que o formato antigo de disputa rende mais aos clubes.


Antes de 2003 o campeonato brasileiro era disputado em dois turnos, no fim dos quais as oito equipes mais bem classificadas disputavam partidas eliminatórias até se apurar o campeão. A fórmula era benéfica, óbvio, à Rede Globo, que faturava alto nas fases decisivas do torneio, já que negociava publicidade exclusiva para as partidas a partir de valores bem mais elevados que os usuais. Ao longo da fase de classificação, os estádios dificilmente abrigavam um bom público.
"Em um campeonato com turno e returno, classificando oito equipes para um playoff em jogos de ida e volta de quartas-de-final, semifinais e finais, pelo menos 14 clubes teriam chegado à última rodada com chance de classificação e brigando pelo título. Além disso, a competição teria mais 14 jogos com casa cheia e rendas relevantes para os clubes”, disparou o diretor da TV Globo.

Mas os dados publicados em outros sites esportivos desmentem o argumento de Campos Pinto. A própria Rede Globo desmente o seu diretor. Com o título "O maior público em duas décadas", o site Globo Esporte faz um levantamento do público do campeonato recém encerrado e o compara ao das 20 edições anteriores, chegando até o torneio de 1987.

"O Campeonato Brasileiro de 2007, que ficou marcado pela festa à moda antiga nos estádios, termina com a melhor média de público em duas décadas. Foram 17.424 pessoas por partida, um número superior a todos os campeonatos desde a Copa União, como foi chamada a competição em 1987", diz o artigo do Globo Esporte.

A boataria em relação à edição do ano que vem continua nas páginas dos jornais, já que a Rede Globo não gosta do sistema de pontos corridos por não ter o apelo publicitário que o sistema eliminatório supostamente detém. Esta semana, alguns comentaristas projetaram que o torneio teria um sistema parecido ao de 2002, sendo que acesso e descenso seriam "reestudados", algo desmentido pela CBF.

Com o direito de exibir os jogos das duas principais divisões do futebol brasileiro, a Rede Globo estabeleceu ao longo das últimas duas décadas horários esdrúxulos para os jogos de futebol. Antes iniciados às 21 horas, os jogos passaram a ser iniciados às 20h, até a Rede Globo deter o monopólio da transmissão para afastar a concorrência com as suas novelas.

Por conta disso, os jogos foram postergados para as 21h45, logo após o capítulo da novela das 24h , tornando a presença do público nos jogos noturnos cada vez menor, forçando muito torcedores a comprarem pacotes de transmissão da sua empresa de televisão por assinatura.
O sucesso da fórmula fez com que as equipes tradicionalmente mais berm organizadas, como o paulistano São Paulo, tivessem mais êxito que seus adversários. Aqueles que não mantiveram regularidade correram riscos, alguns foram rebaixados e outros tiveram de mudar radicalmente de atitude em relação ao campeonato, já que o rebaixamento implica em menor remuneração por parte da TV.

As 8 últimas rodadas do campeonato recém encerrado levaram público recorde aos estádios e envolveram as 20 equipes em disputas que variaram do título de campeão ao rebaixamento. Comparadas com as rodadas de um sistema eliminatório proposto por Campos Pinto, houve mais disputa e mais público. O carioca Flamengo levou em sues últimos 3 jogos no Maracanã um público médio superior a 65 mil pessoas.


Fonte: Vermelho

Lula promete a centrais enviar ao Congresso projeto que dificulta demissão sem justa causa

O governo vai enviar ao Congresso um projeto que ratifica uma decisão da OIT (Organização Internacional do Trabalho) que dificulta a demissão sem justa causa. A idéia da proposta é estabelecer regras claras --que devem ser seguidas pelos empregadores-- para a demissão.

A regulamentação será definida conjuntamente pelo governo, centrais sindicais e integrantes do governo.

A decisão foi tomada hoje pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante reunião com representantes de seis centrais sindicais, no Palácio do Planalto. Na conversa, o presidente teria garantido que a proposta será enviada ao Congresso assim que for encerrada a votação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).

Segundo as centrais sindicais, os patrões só poderão demitir, por exemplo, se tiverem problemas financeiros, fechado um acordo com os sindicatos ou mudarem de endereço --e por isso necessitarem abrir mão de funcionários naquela localidade.

Os representantes das centrais sindicais comemoraram o encaminhamento da proposta. Segundo eles, será um avanço para o país e os trabalhadores. "A proposta cria um obstáculo porque antes de demitir os patrões terão de verificar se podem demitir", afirmou o presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Artur Henrique.

Na conversa com os sindicalistas, o presidente disse ainda que o governo também deverá enviar a proposta de ratificação que assegura o direito de negociação sindical aos servidores.

Na prática, isso garantirá que os funcionários públicos possam ter um representante para negociar em nome deles, o que não ocorre atualmente.

Outra medida que será enviada ao Congresso é a proposta que assegura aos empregados das empresas estatais federais o direito de eleger um representante para os conselhos de administração das empresas.

De acordo com os sindicalistas, Lula afirmou que as negociações com as centrais sindicais serão mantidas, mas por enquanto a lista de reivindicações atendida se limitará a esses três itens.


Fonte: Folha On Line

Na Venezuela, vence o não, mas segue a luta

O “polêmico” Referendo Constitucional proposto pelo governo Venezuelano saiu-se derrotado das urnas neste último domingo (02/12). A diferença da votação do “não” para o “sim” foi apertada, de pouco mais de 1%. Algumas lições e símbolos políticos importantes devem ser extraídos deste processo.
Primeiramente, o fato de 49% da população venezuelana ter votado a favor da construção de um projeto socialista não é pouca coisa. Isto demonstra a capacidade de mobilização que se tem presente na Venezuela.
Outro símbolo importante, e que serviu como um verdadeiro “cala a boca” para a grande mídia foi o próprio resultado em si, desmentindo a teoria de que o governo de Hugo Chávez estaria manipulando as massas ou fraudaria o resultado. Imediatamente após o anúncio do resultado oficial, Chávez declarou reconhecer o resultado, ele colocou que, uma vez constatado que os resultados seguiam uma "tendência irreversível", considerou se tratar do melhor desenlace, um resultado ajustado a seu favor ira abrir uma forte onda de críticas da oposição política. “Eu prefiro assim”, disse ao admitir os resultados.
“Por hora, não podemos”, manifestou o presidente venezuelano, que afirmou que continua aberta sua proposta. E de fato isso que ocorreu pode vir a ser uma importante lição para superar os limites e erros cometidos neste processo. O que pelas declarações de Chávez, parece já ocorrer. "Estamos frente a uma grande batalha. Como eu afirmei em 4 de fevereiro de 1992, por hora não podemos, eu assim, perante vocês cumpro com o compromisso de respeitar nossas instituições", afirmou o presidente. Fazendo referência a tentativa frustrada de insurreição militar comandada por ele em 92.
São muitas as lições que deverão ser tiradas deste resultado. Primeiramente, ele ocorre por alguns erros políticos, que se explica pela perda de “apoio entre a intelectualidade e em setores do campo estudantil. Pode ser que setores universitários tenham se sentido ameaçados em suas prerrogativas pelas propostas igualitaristas que vinham no bojo do plebiscito. Mas houve uma perda de "impulso ideológico" que abriu espaço para posições contrárias às reformas. O plebiscito, tão complexo em sua totalidade, tendeu a se transformar na resposta a uma única questão, se Chávez poderia continuar indefinidamente na presidência, até que a morte os separasse (não são tolices as alegações de que ele possa ser assassinado), ou não. Isso "emparedou" o plebiscito e, se de um lado, mostrava a força do carisma do presidente, de outro expunha uma das fragilidades do movimento bolivariano, que é a dependência com exclusividade do comandante e do comando de Hugo Chávez. É verdade que, confirmando tese de Max Weber recentemente lembrada por José Luís Fiori em entrevista à Folha de S. Paulo, na América Latina, tradicionalmente políticas inclusivas sempre foram bandeira de políticos carismáticos, de estilo acaudilhado e acaudilhantes, nunca dos nossos políticos liberais, que em geral representam aqueles que não se liberam jamais da visão de seus foros de privilégio e de benesses estatais chamadas de "investimento". Vejam-se os exemplos históricos de Vargas, Perón e Cárdenas.” (Flávio Aguiar, Carta Maior).
Acredito que as experiências que estão em curso na Venezuela, as sucessivas tentativas de golpes e desestabilizações do regime político, já demonstraram em outros momentos a força e a vitalidade do processo de transformações que estão em curso. A derrota no referendo mostra muito mais a abertura do regime (desmentindo a imagem de ditadura que a direita costuma a apregoar) do que o oposto, e pode vir a ser uma importante e valiosa lição para a superação dos atuais limites do processo político venezuelano. Elementos para isso existem, após o referendo, a prioridade deverá ser esta.

Marcelo Danéris é eleito presidente do PT/POA no primeiro turno

O vereador Marcelo Danéris, da chapa A Mensagem ao Partido, foi oficialmente eleito presidente do PT da Capital às 22h10min deste domingo, quando se encerrou a apuração dos 3.029 votos válidos.
Danéris, da Mensagem ao Partido, recebeu 1.585 votos, superando a votação de todos os demais candidatos somados. O deputado estadual Adão Villaverde fez 633 votos, Júlio Quadros ficou com 614 votos e Laércio Barbosa fez 18 votos. A vitória de Danéris representou uma vitória das forças políticas que apóiam a pré-candidatura de Miguel Rossetto para a prefeitura de Porto Alegre. Na disputa pela presidência do PT municipal a deputada federal Maria do Rosário apoiou a candidatura de Júlio Quadros, que ficou em terceiro lugar.
Na eleições estaduais os votos do Interior ainda estão sendo contabilizados, mas Olívio Dutra soma mais votos do que todos os adversários e será eleito no primeiro turno.
Na eleição para a presidência nacional do PT, José Eduardo Cardozo está vencendo no Rio Grande do Sul. Em Porto Alegre, fez mais de 50% dos votos, seguido de Ricardo Berzoini, Valter Pomar e Jilmar Tatto.

Ira! - Núcleo Base

Essa foi a primeira aparição do Ira! na televisão no Rio de Janeiro. Participação do grupo no programa Mixto Quente, no verão de 1987.

O futuro das nossas bandeiras

Miguel Rossetto

Sair de casa para votar nas eleições diretas do PT neste domingo, 2 de dezembro, é uma decisão que importa ao destino de todos nós. E também é uma decisão que importa para que as nossas bandeiras, muitas delas hoje enroladas, possam, mais uma vez, ganhar as ruas de nossas cidades. Porque não é, nem nunca foi, para sermos gestores mais ou menos eficazes de crises estruturais, organizadores de alianças com a direita e desorganizadores do imaginário popular que disputamos o poder político no país, estados e cidades. É para mudar a nossa sociedade, fazendo do poder um instrumento de transformação e nunca um fim em si mesmo. Mais do que uma renovação de direção partidária, o que está em jogo neste dia 2 de dezembro é um projeto de partido, um projeto de futuro. Um projeto não só para 2010, mas para os próximos 10, 15 anos do PT.

A grande crise de 2005 não pode e não deve servir de mote para uma briga de torcidas. Política séria não é futebol; nós não devemos nos mirar nos nossos adversários, e nas condutas que os fizeram nossos adversários para regular nossas ações e ética e políticas. Rejeitamos o argumento que diz que, para derrotar nossos adversários, precisamos utilizar as mesmas armas que eles empregam. Devemos mirar em nós mesmos, nos nossos companheiros, na nossa história e na nossa consciência. Muitos erros foram cometidos e o partido precisa assumir responsabilidades perante o povo brasileiro. Não se sai de casa, desenrola a bandeira e constrói um partido de esquerda como o PT jogando a poeira para debaixo do tapete. A nossa história não é às escondidas. Temos orgulho do significado, da força e da transformação na Política brasileira que foi e queremos que continue sendo, o Partido dos Trabalhadores.

No Rio Grande do Sul, o PT, juntamente com outras forças políticas aliadas, construímos políticas que nos dão autoridade e confiança para lutar por essa agenda. O trabalho que realizamos em vários municípios e que tem em Porto Alegre a sua principal referência nos dá confiança nessa capacidade inovadora do partido. Construímos junto com a população, ao longo dos 16 anos que governamos Porto Alegre, a maior experiência de democracia participativa em escala mundial. Os resultados desse trabalho, em termos da melhoria da democracia, da qualidade de vida da população e da gestão pública, tornaram Porto Alegre uma referência internacional e capital do Fórum Social Mundial. O que acumulamos é motivo de muito orgulho e nos anima para a grande batalha eleitoral que teremos no ano que vem para recuperar a prefeitura Porto Alegre e devolver a esperança ao nosso povo.

O PT nasceu da luta e do exemplo de que é possível fazer diferente, não se espelhando na direita, não jogando com a consciência de ninguém. Fortaleceu-se apostando na verdade; cresceu realizando a transformação; ganhou o país provando que ter esperança faz sentido. Aqui em Porto Alegre, o que fizemos foi motivo de atenção no mundo inteiro. E, principalmente, instrumento de melhoria da qualidade de vida do nosso povo. O Orçamento Participativo, o Fórum Social Mundial, os 16 anos consecutivos governando Porto Alegre, os 4 anos de governo do Estado: as nossas bandeiras ganharam as ruas dessa terra, com orgulho e certeza de que era possível fazer diferente e ousar. Hoje, muitas dessas bandeiras estão enroladas, guardadas no canto de um armário. Elas ainda estão lá, aguardando um sinal para sair.

Neste domingo queremos dar esse sinal. Neste dia, decidiremos a reafirmação do PT como o grande partido de esquerda e o exemplo democrático de que este país precisa. Também decidiremos a luta para que o PT não se confunda de vez com o museu das grandes novidades que povoam, para a tristeza e diminuição do sentido da Política, o jogo eleitoral do Brasil. Escolheremos entre ser o que somos e levar o poder a sério, para que a esquerda brasileira não se desmoralize, ou fazer de conta que não temos problemas a resolver. Neste domingo teremos a chance de dizer que há limite para a negociação do futuro da esquerda brasileira; que há limites para o coração apertado, a consciência machucada e a garra acanhada. E que não há, nem deve haver limites, para a nossa urgência em transformar, em criar, solidarizar e mobilizar o que há de melhor em nós, que é o que há de melhor, ainda, na Política brasileira.

Queremos enviar um sinal muito claro à sociedade brasileira, mudando a direção do PT nacional, superando a agenda de crise política que nos deixou na defensiva e preparando o partido e nossos militantes para as eleições de 2008. Essa é a tarefa das candidaturas da Mensagem ao Partido. Com o José Eduardo Cardozo na presidência nacional do PT, Olívio Dutra na presidência estadual e Marcelo Danéris na presidência do PT em Porto Alegre, queremos mudar a cara do partido, queremos enviar um sinal claro e forte que sacuda as nossas bandeiras que andam enroladas por aí. Façamos jus ao PT, estejamos à altura de nosso povo, da nossa história e das nossas vitórias. Vamos sacudir nossas bandeiras vermelhas neste domingo.